7.3.10

Longe de ti

A melancolia da rua perdida que cheira a maré.
Pessoas andando e luzes de lua de barcos que partem.
Se eu fechar meus olhos eu posso ver as ruas onde andamos
e ouvir músicas que falam do destino  que nunca tivemos.
Poemas do ar vão aparecer aqui longe da cidade e longe de ti.
Amor lembrado, tristeza sem fim, longe da cidade e longe de ti.
As roupas estendidas ao sol da tarde, roupas bandeiras de
 nada,
as ruas planas parecem subir aos candeeiros de amarelos que ardem.
Calçada polida, feita de paralelos e rosas brancas
a antiga cidade mantém a memória de um tempo de escapar.
Poemas do ar vão aparecer aqui longe da cidade e longe de ti.

Manuel Luís

9 comentários:

Luisa Moreira disse...

Acendem-se os olhos do dia
um sol feito de águas e janelas
nas ruas e praças
na cal e nas pedras
no cais que abrigou caravelas.

Do alto das tuas muralhas
é todo o teu corpo que vejo
vestido de claro
de azul e gaivotas
e os olhos no espelho do Tejo.

Ai céu que encandeia os meus olhos
ai estrelas nos olhos do dia
ai margens que nos contam histórias
do mar que ninguém conhecia.

Ai naus de aventura
com anjos na proa
nos portos
da minha alegria.

No chão feito de preto e branco
da calçada à portuguesa
demoro o olhar
e escrevo o teu nome
de dona do mar e princesa.

Canduxa disse...

Manuel Luis,


linda calçada,
onde sonhos se vivem
feitos esperança.
Longe de ti,
bem perto
no coração
sonhos...
que nunca morrem!

Os sonhos ajudam-nos a viver.

abraço

Multiolhares disse...

Temos calçadas lindas no nosso país autenticas obras de arte, e é verdade que por vezes as pisamos com um sentimento diferente, aquele que no momento arrasta nossos pés
beijitos

Mara disse...

Excelentes fotos, gostei.

Juan T.A. disse...

la luz es cálida y te acompaña en el camino hacia lo que persigues. Preciosa fotografía.
Saludos

Merce disse...

Fermosas palabras adicaslle a nostalxia a "Melancolia da rua perdida..." :)

Morriña?

Moi ben acompañado o post de palabras e imaxes.

Un saudiño

Tais Luso disse...

Que lindo este tipo de calçamento; é o poema dos transeuntes.

Bjs
Tais luso.

Renato de Melo Medeiros disse...

Oi Manuel,
grato por ter dito alô.
Tornar-se seguidor,mesmo que não público é um geito eficiente de saber das novas postagens no Aerostato, sabendo também que nos links de MEMORIAL[acima à direita]tem outros caminhos.
Estive olhando sua imagens e frases depois lhe deixo um comentario com pensar.

Volte sempre!
Renato

Parafuso Vadio I disse...

Boa tarde manel passei pelo teu espaço para dar uma espreitadela, bonito e profundo como sempre
abraço zé manel