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1.11.11

SINAIS DE UMA RIBEIRA QUE FICOU PARA TRAZ

Chuva são gotas de água que caem no solo e deixam apenas marcas. Marcada fica a terra seca quando choram as nuvens. A água procura sempre o mesmo curso. O homem estraga a chuva constrói.
A alguns anos a traz, existia aqui uma ribeira, agora passa uma via rodoviária, foi errado construí-la, os condutores desafiam a força da natureza pondo em perigo a sua vida e a dos outros, pode tornar-se uma estrada sem fim, consequências da ignorância.
O sol tirou umas férias. A rua parece pedir socorro, afoga-se em tanta água.
As crianças não correm na rua, os cachorros não cheiram os postes e os passarinhos não entram pela janela para procurar comida.
A chuva existe para matar a sede do solo, alimentar a vida e renovar o sangue da natureza. Patéticos... Comparam a chuva com tristezas e trovões com as suas ansiedades, o Sol é tão lindo quanto às nuvens que o cobre, a lua é tão linda quanto os trovões que atiçam o medo nas pessoas, chuva é o bom tempo, é só um dia cinzento.
Profundo e subtil pensar, sentir a chuva... Penso também como os ares ficam leves depois da chuva. São bênçãos disfarçadas.
Quando chove, ficam as marcas no chão, as marcas da chapinhada dos pés de uma criancinha. Lá fora a chuva cai e com ela o ar da saudade que sinto quando chove.
Hoje acordei cedo, contemplei mais uma vez a natureza. A chuva fina chegava de mansinho.
O encanto e o aroma matinal traziam um ar de reflexão. Enquanto isso, o meio ambiente pedia socorro. Era o homem construindo e destruindo a sua casa. Poluição, fome e desperdício deixam o mundo frágil e degradado.
Dias mais quentes aquecem o “planeta água”. Tenha um instante com a paz e a harmonia.
Reflicta e preserve para uma consciência colectiva.
Ainda há tempo, cuide bem da natureza.
Você diz que ama a chuva, mas abre o seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama.
William Shakespeare
Até que... Numa hora...! A chuva cessou o sol novamente brilhou e as águas escoaram.