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20.3.21

Temperos do quintal

Há muitos anos que vivemos divididos. 
Quando estou cá, estou com saudades de lá. Quando estou lá, morro de saudades de cá. 
Nem tanto de cá, nem de lá, mas sim das pessoas que lá e cá estão. 
A felicidade de reencontrar, abraçar, reviver sempre se misturam com um pouco de tristeza por ter que ir, por ter que deixar. E a vontade de perpetuar cada instante, de querer que o tempo passe devagar,  também se mistura com a vontade de voltar, chegar sempre. 
Mas em tudo temos que procurar um conforto. E só de pensar que temos um quintal gigante para correr,  para colher, para cuidar, tudo fica mais fácil. Até mesmo a viagem longa e cansativa.
De qualquer forma, a melhor coisa nesta história toda é saber que tanto lá, como cá, o que estará á nossa espera seram abraços cheios de saudades. E já que esse sentimento não me larga, a solução é usá-los a meu favor. Porque se o tempero da comida é a fome, o tempero dos abraços são as saudades.
Por agora continuamos confinados, aguardar por melhores dias para arrumar as malas, porque virá o dia de matar a saudade de uns, enquanto fico com saudades de outros.
 
“Juntos somos mais fortes”
Despeço-me com um aceno, porque abraços, beijos e cumprimentos afetuosos estão suspensos, até ver...






10 comentários:

Maria Rodrigues disse...

Num espaço assim tão lindo, nem deve custar tanto o confinamento, pois com certeza há sempre muito para fazer e apreciar.
Adorei especialmente o seu cãozinho, o girassol, os figos e os coelhinhos.
Fique bem, um grande abraço

Elda disse...

Cuanto tiempo es verdad, y seguimos más o menos igual. Ojalá que pronto podamos hacer las mismas cosas de siempre y sobre todo que no muera más gente.
Preciosas las fotografías que invitan a darse una vuelta por huertas y corrales para disfrutar de lo que las personas cosechan, y comer con normalidad esos platos estupendos de vez en cuando en los restaurantes.
Me gusto el paseo por tu casa.
Un abrazo.

Graça Pires disse...

As fotografias mostram-nos uma vida campestre. Percebo e sinto que custa estar confinado quando tudo na Natureza nos chama. Vai passar. Temos de manter a esperança.
Uma boa semana com muita saúde.
Um beijo.

chica disse...

Manuel,que lindos registros.Desde os figos, aos pratos prontos, maravilhas desse cantinho que dá saudades. E estamos vivendo no momento de grandes saudades. Adorei a foto do cabeçalho com o significativo guarda-chuva pendurado.Lindo tudo! abração com máscaras, rs hica

Majo Dutra disse...

O teu quintal rendeu uma ótima reportagem...
Fez lembrar-me o meu pai que adorava ter o seu muito bem cuidado.
Que saudades dos medronhos!
Todos andamos com vidas e projetos adiados...
Foi bom ter notícias tuas. Tudo pelo melhor. Abraço amigo.
~~~~~~~~~~~~~~

Marisa disse...

Interesante!

Silenciosamente ouvindo... disse...

Assim suporta-se melhor este terrível
confinamento.
Um bj.
Irene Alves

Majo Dutra disse...

Estimado amigo.
Uma santa e feliz Páscoa, apesar das circunstâncias.
Em recesso, mas por perto. Abraço.
~~~~~~~~

Mariazita disse...

Bonitas fotos que retratam um estilo de vida até certo ponto invejável.
Nestes tempos de confinamento que estamos vivendo, é bom ter um espaço onde se possa estar à vontade sem pensar no perigo de contágio.
Eu, que desde o dia 9 de Março do ano passado saí à rua pouquíssimas vezes (excepto nas férias, em que não estávamos em confinamento, mas mesmo assim contactamos o mínimo com outras pessoas) apanhei a Covid sem saber como, e ainda não me livrei por completo das sequelas que o maldito vírus deixa ficar.
Há que ter paciência e dar tempo ao tempo.

Continuação de boa semana.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

Ana Freire disse...

Felizmente em meio campestre, o confinamento, vai custando um pouco menos, mesmo quando apertam as saudades, de quem está mais longe... pois há sempre imenso que fazer... mas em meio urbano, é terrível de suportar! Tive a minha mãe praticamente fechada em casa, um ano, antes que ela estivesse vacinada... o que só veio a acontecer por estes dias... e por aqui... é só meter um pé na rua... para vermos o quanto estamos em risco, em meio de uma pandemia... uma grande maioria não cumpre nada... nem em ruas, ou supermercados, e nem se importam de colocar as vidas de outros em risco... não há distância social, para amigos e conhecidos... nem máscaras... crendo-se que o vírus deva reconhecer quem seja amigo e desconhecido, e como tal... a grande maioria das pessoas continua pois a achar que a pandemia... é só para alguns... Enfim!... Não é fácil, manter uma pessoa de alto risco, com insuficiência cardíaca e respiratória a salvo... de inconsciência alheia... mas lá fui conseguindo... nem sei como!
Aqui... abro a porta de casa... e tenho de a fechar à pressa, quando um vizinho na escada do prédio, passa para baixo ou para cima, sem mascara... cumprimentando alegremente quem passa... e totalmente sem noção, do que tal representa numa altura destas... no primeiro dia de desconfinamento, de manhã à noite... houve clima de festarola na minha rua, por conta de um café aberto... que juntou em determinada altura 23 pessoas junto à porta, a confraternizar de garrafa na mão... o ambiente de festa... prolongou-se pelo resto da semana... só hoje o ambiente acalmou... porque foi domingo.
Assim... ainda com a maioria das pessoas por vacinar... em menos de nada, vamos ter outro Janeiro, a acontecer... comercio fechado... mais falências... contágios... vitimas... porque civismo e alguma consciência do colectivo... pura e simplesmente, não existe. Infelizmente, para uma grande maioria, as pessoas ao fim de um ano, ainda não aprenderam nada, e continuam sem saber ser boas para elas mesmas, nem para os demais... obrigando o pequeno comércio a fechar, de novo...
Não haja ilusões... ao ritmo que estas campanhas de vacinação estão a decorrer... sem vacinas... e sem civismo... nem será certo que o comércio pelo Natal seja seguro, quanto mais antes disso!...
Adorei o post, por aqui... e realmente numa altura como esta... o campo... é a melhor vacina... ocupa-nos o tempo e a cabeça, com mil afazeres... e em local arejado...
Magnificas as imagens, que nos transmitem sensações bem familiares e reconfortantes!
Beijinhos! Estimando que se encontre de saúde, assim como todos os seus, Manuel! Votos de tudo a correr pelo melhor!
Ana