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13.8.13

Dia Mundial da fotografia assinalado com este encontro.

Nem todos os pássaros constroem ninhos. O noitibó, é um passarinho estranho, de plumagem escura e hábitos nocturnos  verdadeiro "transviado" dos padrões comuns de comportamento dos pássaros. E a fêmea não perde tempo com sua prole: pões os ovos sobre a terra nua, sem nenhuma protecção, um mero ajuntamento de pedrinhas e ramos moldados pela natureza. A sobrevivência dos filhotes dependerá largamente do acaso e da sorte de não ser localizado por um voraz inimigo. O amigo Lindoro, encontrou este ninho, observa-o com frequência e convidou-me para retratar. Os passarinhos devem ter nascido no dia 4 de Agosto.
Escolha do lugar, medidas de conforto e segurança para os filhotes não são, uma "preocupação" sofisticada desta espécie. Observamos que muda os ovos e os filhos para outro lugar próximo assim que é descoberto.
Embora comum na metade sul do território, pode parecer bastante raro pelas dificuldades de observação. Exclusivamente estival, este é um nidificante tardio, chegando ao nosso território a partir de meados ou finais de Abril, permanecendo até meados de Setembro. Ocorre sobretudo em zonas florestadas e bosquetes, especialmente aquelas zonas situadas nas proximidades de zonas abertas que procura para caçar. A sua área de distribuição abrange principalmente as zonas de influência mediterrânica, sendo por isso mais abundante na metade sul do país.
Este noitibó pode ser encontrado com mais facilidade nas chamadas zonas de influência mediterrânica.
Noitibó-de-nuca-vermelha
Caprimulgus ruficollis
Raramente observado durante o dia, o noitibó-de-nuca-vermelha é uma ave com uma capacidade de se camuflar absolutamente notável com a cor-de-ferrugem, Mais facilmente reconhecido pelas vocalizações, pode ainda assim ser observado durante a noite nos seus voos de prospecção de insectos, que captura em voo.

Saudade que traz sorrisos, que traz boas lembranças, saudade que enche os olhos de lágrimas.
Carrasqueira, pai de duas filhas do Bié. Aqui também cabe a homenagem a este meu querido, meu velho e amigo.
 Hoje vou brindar com ele e dar um abraço a todos os amigos que estiveram em Silva Porto, Angola. "Mando um beijo para o meu pai, que daqui eu cuido dos seus amigos".
Céu risonho de um azul translúcido, sem nuvens.  Na varanda, espremido na pequenez da horta, entre o varal de roupas e a terra lavrada, aparece o lençol. O algodão etéreo balança com o vento chiando entre o lençol branco estendido no espectro da tarde. Dá um calafrio, rápido talvez provocado pelo ar fresco que sopra a pedir mais zelo desse que me refresca.
Fotografar o anoitecer, o mundo é fascinante para fecharmos as portas.
Adoro este filme do fim-de-semana ou do fim de tarde em que os pais levam os seus filhos por caminhos que eles próprios já fizeram na sua infância e mostram-lhes coisas tão simples e tão banais como os patos a nadar ou as raízes das árvores e os caminhos das formigas.
O pato é um dos poucos animais da natureza que anda, nada e voa com razoável competência. É o único animal que consegue dormir com metade do cérebro e manter a outra em alerta. É dotado de perfeito senso de direcção e comunidade.

11.9.10

Kuito é uma cidade e município de Angola. É a capital da província do Bié. Até 1975 designou-se Silva Porto, em homenagem ao explorador português Silva Porto.

Alexandra Sobral ( Texto e foto retirados da sua pagina)

Não quereria ir tão longe e dizer que a Inquisição mais não é que um produto da Igreja Católica Apostólica Romana, e que esta sim é que, em parte e só em parte, determinou a pequenez de que somos, nós portugueses, basto exemplo, enquanto po...vo. Mas a verdade é que Calvino ou Lutero ao se rebelarem possibilitaram aos seus seguidores perspectivas que vieram imprimir inovação muito para além dos estritos ritos da religião. E se não gosto que mexam levianamente nos meus conceitos sobre tais matérias, no que ao transcendente, a existir, respeita, reconheço que também os não posso pretender impor a ninguém como os certos ou absolutos. A história da humanidade está pejada de exemplos de esquartejamentos às civilizações que antecedem e pior ainda alguns deles virados contra a própria natureza. Actos lamentáveis, certamente, porque demonstrativos da incapacidade de preservação inerente à arrogância que nos sub-jaz, seres humanos. Estes que aqui se vêem só são mais um exemplo, nem sequer dos piores. O que acho, e esta é a minha modesta opinião e que só a mim pretendo vincular com a mesma, é que devo manter em aberto o debate sobre este e outros actos, visando, tão só, um entendimento, o mais abrangente possível, entre o confronto, com contornos multifacetados, aqui evidenciado com o derrube desta estátua. Recordai quão frustrados, as mais das vezes, têm sido os intentos dissuasores dos julgamentos e das suas punições, basta olhar para os Estados que teimam em prosseguir e perseguir o alento da pena de morte. Nos mesmos, como sabemos, não deixaram de recrudescer os crimes hediondos que nos aterrorizam e que para os quais não é possível encontramos qualquer enquadramento à luz dos padrões que adoptamos como os que melhor, julgamos, protegem os interesses que pretendemos colectivos. E se os Romanos estruturaram uma parte do Direito aplicado em certas zonas do mundo Ocidental, não foram certamente os únicos e nem o fizeram com resultados mais eficazes do que outros mentores da regulação de interesses em conflito por esse mundo fora e que certamente só evita o caos de alguns em detrimento de muitos outros.