26.5.16

Desafios Facebook

É uma casa com aconchego, com muita luz, espaçosa e com uma vista panorâmica para as montanhas em todos os quartos e salas. Com acesso aos lugares onde corre água e à serra onde pastam os veados e as crianças brincam livremente. O sofá em frente à lareira sugere uma sesta e a escrivaninha do bisavô na sala cativa para estudar ou escrever o seu livro.
Poesia a céu aberto. 
Em busca de casas de xisto. Casas do amor. Cantos recantos e encantos.
 Da Minha Aldeia
Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
 Alberto Caeiro
Teve direito ao seu pedaço diário. Mediu com o olhar a distancia que nos separava. Aproximou-se daquele prato com talher e a melhor chanfana do mundo. Tudo perfeito com harmonia.
Almocei, muito bem, tive direito a uma caçoila de chanfana quentinha, um ambiente fantástico, impecável de fazer uma vénia à D. Lúcia e à bonita aldeia de Gondramaz.
                             http://www.patiodoxisto.pt/restaurant.php
Aqui sentirá o ar puro a encher os pulmões, acordará no silêncio e verá o sorriso sincero de quem lá vive.
Bem, foi uma manha excelente de BTT, a ser bem recebido e bem tratado pelo pessoal de Vale do Açor, deixo os meus parabéns à organização pelo excelente trabalho que realizou na organização deste evento. Para o ano estarei novamente aí. 
Agora venham as fotos que irei publicar.
Parabéns a todos os Bikeonelas, aqui à um espírito de colaboração e entreajuda dos residentes que é de louvar.




87 comentários:

AMBAR disse...

Hola Manuel Luis.
Gracias por estas bellas fotos.
La vida en el pueblo es amena y saludable, más que en las grandes ciudades, donde todo está más contaminado, más ruido y menos paz.
Un abrazo.
Ambar

Elda disse...

Unas preciosas fotografías de ese pueblo que parece tan encantador como suelen ser todos los pueblos, sobre todo cuando se puede disfrutar de vistas tan grandes, lo que indudablemente no se consigue en las ciudades.
Muy bonitas las palabras de sentimiento hacia el pueblo.
Me gustó mucho disfrutar del paisaje y todo lo escrito.
Un abrazo y buen fin de semana.

Ivone disse...

Que lindas fotos, lugar maravilhoso, amei ler e ver!
Abraços.

Ilesin disse...

Un hermoso paseo por una bella localidad.
besos

Sheyla - DMulheres disse...

Manuel
Encantada com o lugar .. é um paraíso!! Lindas fotos.

Beijinhos,
Blog: DMulheres
Instagram : @dmulheres

olharbiju disse...

Excelente,amigo. Gostei da descrição do local.
Beijinho
Alice G.

Crocheteando...momentos! disse...

Olhares lindos...registos magníficos que me fazem sentir em casa!
Bj primo e prá família também!

Carmem Grinheiro disse...

Olá, Manuel Luis.
O poema de Pessoa fica mesmo bem nas fotos da aldeia - "poesia a céu aberto". É mesmo o que são essas aldeias feitas de verde e de vidas genuínas, onde as casas de pedra são constante, parecendo assim, na sua construção, entranhadas na natureza, parte dela, assim como as gentes que nelas vivem. Aí, se vive um tempo diferente, que não é contado pelo relógio.
Belos momentos que passaram ;)
*Fiquei foi admiradíssima da minha alma com a naturalidade da raposinha e com o vosso à-vontade - não há receio? ;)
Sou mais recatada nas minhas aventuras.

abç amg

Tais Luso disse...

Olá, Manuel, lindas fotos, gostei muito da Aldeia. E belo poema de A. Caeiro (F.Pessoa). Ficaria um pouco temerosa com a raposinha, também.

Beijos.

★MaRiBeL★ disse...

Preciosas fotografías, el encanto de vivir en un pueblo.

Besos y abrazos.

Kasioles disse...

La vegetación tan verde que rodea a esa bonita casa, me hace pensar y me trae bellos recuerdos de las aldeas de Galicia, son muy parecidas.
O patio do Xisto, tiene que ser un lugar ideal para descansar, evadirse del bullicio de la ciudad y perderse caminando por esos campos y montes que rodean a esas casas rurales.
Si para completar, ahí se puede degustar la rica chanfana, no dudo de que tiene que ser un lugar de lo más atrayente para los amantes de la tranquilidad y conocedores de ese delicioso plato portugués.
Te deseo un estupendo fin de semana.
Cariños.
kasioles

Luis Coelho disse...

Viver nestas aldeias exige desprendimento. São lugares de grande beleza mas onde falta o movimento a que nos habituámos.
Gosto destas fotos.

Zilani Célia disse...

OI MANUEL LUIS!
IMAGENS COM UMA NATUREZA EXUBERANTE, ENCANTADORAS TUAS FOTOS.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Ana Freire disse...

Que maravilha de local... e de evento...que junta tanta gente, de várias idades, transmitindo e divulgando o gosto pela natureza...
Maravilhas, aqui do nosso cantinho à beira mar plantado, que dá gosto ver... o que tem, no seu interior profundo!...
Espectaculares imagens! Então haverá mais?... Vou ficar aguardando!!!!
Abraço! Bom fim de semana!
Ana

Marta Vinhais disse...

As fotos são lindas... Há cantos e recantos e há beleza...
Obrigada por as partilhar....
Obrigada pela visita.

Beijos e abraços
Marta

Pedrasnuas disse...

Parabéns a ti e aos teus cliques ! Cheira mesmo a céu aberto e a todo aquele festival maravilhoso de aromas campestres !

Beijo de pastora :-)

Vivian disse...

...como sempre, encantadoras as sua fotos,
e palavras...Alberto Caieiro sempre poesia
da mais alta nobreza...

Casas de xistos fascinam-me, assim como
lugares tranquilos também!

Beijos da Vivian!

Goriot disse...

Manuel Luis, son fotografías moy intersantes, parece que estoy allí.
On saludiño desde España.

Teca M. Jorge disse...

Pelas imagens deu para sentir que foi um passeio espetacular! Que preciosos registros fotográficos! E reler Fernando Pessoa através de seus heterônimos é sempre prazeroso...
Feliz domingo!
Um beijo

Graça Pires disse...

Parabéns pelas fotografias belíssimas. E pelas legendas que encontrou para elas. Reler este poema de Alberto Caeiro faz sempre tão bem.
Beijos.

Smareis disse...

Que lindas essa fotografias. O poema é maravilhoso. Gostei muito.
Andei dando uma pequena pausa que acabou se alongando. Mais a saudade bateu, e de volta estou no meu blog. Tem postagem por lá!
Um abraço e ótima semana Manuel!

Existe Sempre Um Lugar disse...

Boa tarde, belas fotos do lindo Vale do Açor, logo quando olhei para a ultima foto, pensei que era uma das quedas de agua do Pego do Inferno, as mesmas acompanhadas do poema de Alberto Caeiro, ficou tudo belo em sintonia.
Resto de boa semana,
AG

ॐ Shirley ॐ disse...

Belas fotos de um lugar pleno de paz.
Manuel, um abraço!

Silenciosamente ouvindo... disse...

Gosto muito dessas casas de sixto.
Vou ver o site.
Obrigada pela partilha.
Abraço, amigo.
Irene Alves

A Casa Madeira disse...

Oi Manoel que belo lugar.
Bom começo de junho.

manuela barroso disse...

Passei por esses córregos estreitos , almocei na casa da tia Lena onde nesse dia a bruma não me deixava ver mais longe . Senti a saudade do céu aberto quer de noite quer de dia onde o aroma das flores silvestres ainda persiste
Belas fotos , belos recantos de alma
Bji

Janita disse...

Olá, Manuel Luís.

Belas fotos, ar puro, camaradagem a rodos e convívio saudável contando com a simpatia e o bom acolhimento dos naturais do Vale.
Entre a condescendente mãe Natureza e a alegria das amizades, até um raposinho entrou na dança. Gostei de ver! Como foi possível a aproximação? Há coisas inexplicáveis, não há?

Beijos e bons cliques.

Fê blue bird disse...

Isto é saber viver !
Ar puro, contacto com a natureza, com os amigos e com os animais ;)

Uma maravilha as tuas fotos amigo Manuel.

Um beijinho e bom fim de semana

POESIAS SENSUAIS E CONTOS disse...

Belo blog com lindas imagens. Um lindo fim de semana...

Miúda disse...

belas fotos :)

Teresinha disse...

Querido amigo, ainda bem que não vê a minha cara de vergonha com que escrevo este comentário!!!
O que eu tenho andado a perder! A culpa é do google que não mostra a lista de seguidores para alertar os distraídos, como eu!!!
Ilustrar o poema de F. Pessoa com tão belas e adequadas fotos é mesmo de pessoa talentosa.
Digo muitas vezes que o dia deveria ter mais umas horas...
Bjs

Ángeles disse...

Maravillosasa fotografías que hablan de calma de serenidad y de sencillez, tienen el encanto de las cosas sencillas que con las que se alegra el alma.
Un saludo.
Ángeles

helia disse...

Lindíssimas Fotos ! Quanta Beleza ! Obrigada pela partilha .
Uma Boa Semana

Elisabete disse...

Que maravilha!

Marta Moura disse...

Muito giras as fotos!

rosa-branca disse...

Amigo Manuel, talvez porque hoje estou sensível demais, chorei a ler as tuas palavras e a ver as fotos espectaculares. Há dias assim. Há gente assim que faz para tudo dar certo. Adorei tudo. Beijos com carinho

Helena disse...

Meu querido, casaste bem o poema do Caeiro/Pessoa com as tuas fotos que, como sempre estão a nos encantar. Que lugar mais lindo! Quase que dá para respirar o ar puro e a sentir o aconchego das casas de onde se avistam as montanhas...
Como sempre, fotos que nos mostram a tua integração com a natureza e a alma do lugar. Até o "amiguinho" veio aproveitar da deliciosa refeição. Deve ter sido realmente um passeio e tanto que soubeste bem aproveitar.
Acredito que já estejas a desfrutar de um belo sono, e por isto quero desejar que lindos sonhos estejam a povoar tua mente, delineando caminhos para que os teus dias sejam de muita alegria e realizações.
Sorrisos a coroar tuas horas e sorrisos a iluminar teu olhar.
Com carinho,
Helena

LopesCa Blog disse...

Adorei as fotos :)


Blog LopesCa | Facebook

Victoria disse...

Homa Manuel
Gracias por tu comenrtario en mi blog siempre que lo desees el tuyo también
Unas fotografias bellisimas..Amo los rústico y por suerte vivo en un pueblecito de 100 habitantes donde el centro son de viejas casitas que aún quedan..un rio y árboledas..
Desde mi balcón a diario veo pasar las ovejas..me despierto con el trinar de mis golondrinas y gallos es una suerte verdad?
el verde cubierto de amapolas que ya vá desapareciendo para dar paso a las cegadoras cortando los trigales y la cebada..saltar algún conejito

Abrazos Victoria

Victoria disse...

Perdón 1.000 habitantes!!

AMBAR disse...

Hola amigo Manuel Luis.
Que tal con tu trabajo, paso a disfrutar de tus bellas fotos, desearte un buen fin de semana y darte un abrazo.
Ambar

Cadinho RoCo disse...

Que maravilha! E a suavidade do lobo se alimentando?
Cadinho RoCo

PequenaIv disse...

Olá Manuel...
Obrigada pela mensagem no blog.

Belíssima essa postagem.
Fotos encantadoras e texto
maravilhoso que nos leva a reflexões...
Amei, parabéns!
Beijo
Ivete

*

Manu disse...

Uma harmonia e equilíbrio que se sente em cada palavras, em cada olhar.
Portugal no seu melhor aqui muito bem retratado por ti.
Gosto destas aldeias bem portuguesas em que a genuinidade se sente a dobrar.
Estás de parabéns.

Beijos Manuel

Vera Lúcia disse...


Olá Manuel,

Lindas "batidas fotográficas"! Um lugar maravilhoso para repouso do corpo e da alma. Os versos de Alberto Caeiro/Pessoa casam-se harmoniosamente com as fotos.

Vim agradecer sua gentil passagem pelo meu Recanto.

Ótimos dias.

Abraço.

AMBAR disse...

Hola Manuel.
Paso a disfrutar de este bello conjunto de fotos y letras.
Un buen fin de semana y un abrazo.
Ambar

Maria Rodrigues disse...

Um local lindo, fotografias espetaculares.
Um abraço
MAria

Menina Marota disse...

Deixou-me uma saudade no olhar e uma vontade louca de lá voltar.

Boa noite.

Pedro Luso disse...

Caro Manuel Luis,
Fotografias excelentes, tendo o suporte de um bom texto. Essas fotos mais parecem pinturas de óleo sobre tela. Um excelente trabalho.
Um abraço.

© Piedade Araújo Sol disse...

estas fotos estão excelentes.
um dia ainda gostaria de fotografar aqui.
as palavras muito bem escolhidas
bom final de semana.
beijinho
:)

PS eu já tinha comentado este post mas por algum motivo não ficou o coment

Ana Freire disse...

Vim espreitar se haveria novidades, por aqui... assim sendo aproveitei para rever este belo post, e deixar um abraço, bem como votos de um bom fim de semana!
Ana

Helena disse...

Manuel Luis, meu querido amigo!
Vim trazer-te um presente! Senta-te a um cantinho, talvez até naquela cadeira/poltrona que tanto gostas. Que seja um lugar aprazível em que tu te sintas bem, confortável, pois este é um presente que merece uma ambientação própria. O que irás ler há de reavivar em ti muitas lembranças...

“O amor acontece. Numa quinta, por exemplo, num domingo de super lua, depois do silêncio da manhã; começa em cafés ás 10h da manhã; de repente, no meio de uma neblina na acidez da aurora, depois de uma noite votada à alegria póstuma, que não veio; o amor acontece no desenlace das mãos, como tentáculos saciados, e elas movimentam-se no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor acontece-se; na insônia dos braços luminosos do relógio; o amor acontece nas geladarias diante do colorido dos gelados de figo e amendoa; e no olhar do cliente errante que passou pelo café; às vezes o amor acontece nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no esvoaçar diferente de um filhote que caiu do ninho; no cantar aflito da Mãe; nas tangerineiras, nas oliveiras, nos corrimões e nas silabas do canto; quando um mocho se habitua á estaca empoeirada de pólen, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acontecer; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles de vinho à volta das pipas; na semente tantas vezes semeada, às vezes vingada por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos entre o pólen e o gineceu de duas flores; num quarto refrigerado, forrado a madeira, cheio de brilho, onde há mais encanto que desejo; e o amor acontece na poeira que as flores vertem, caindo impercetível no beijo de ir e vir; no autocarro, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se erriça e acontece; no inferno o amor não acontece; no fogo do pinhal o amor dissolve-se; em Coimbra o amor pode virar pó; no Mondego, frivolidade; no Sobral, tristeza; em Angola, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acontece; uma carta que chegou antes, e o amor acontece; na controlada fantasia do libido; às vezes acontece na mesma música que começou, com o mesmo brinde, diante dos mesmos chilreiros; e muitas vezes acontece em ouro e diamante, nos meus Pais com idade avançada dispersando entre as estrelas; acontece nas encruzilhadas de Coimbra, Angola, Algarve; no coração que se dilata e quebra, e o cardiologista Ricardo sentencia o mixoma; na equipa imprestável para com o amor da profição; e acontece nos corredores, tocando na porta certa, até se desfazer na sala fresca e iluminada; e acontece de pois que vi as cores dos uniformes que veste o mundo dos profissionais; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes o amor acontece e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua refletindo sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acontece como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acontecer com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articula, e acontece o amor; na verdade; uma bebida; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; no castanho dourado do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acontece; a qualquer hora o amor acontece; por qualquer motivo o amor acontece; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acontece.”

Helena disse...

Continuação...
E aí, meu amigo? Gostou da surpresa?
Estive aqui a procurar uma nova postagem. Não encontrando, resolvi dar uma passeada por outras fotografias tuas, admirando-as e também aos textos acompanhados. Lá pelos idos de 2012, precisamente no dia 26 de Maio, deparei-me com esta postagem que me encantou o olhar e perfumou o coração ao apreciar tão linda, rica e expressiva composição das fotos com os dizeres poéticos.
Esta postagem antiga me chegou hoje como um presente, admiradora que sou da tua obra.
Espero não ter sido um gesto de intromissão, de ousadia ou de invasão, porque na realidade eu quis simplesmente reavivar na tua memória os momentos bons que, com toda a certeza tiveste na ocasião.
Que belos sonhos estejam a povoar a tua mente, preconizando um domingo de alegrias junto aos entes queridos.
Meu carinho nos sorrisos e nas estrelas que deixo para enfeitar as horas dos teus dias,
Helena

Helena disse...

Manuel Luis, meu querido amigo!
Vim trazer-te um presente! Senta-te a um cantinho, talvez até naquela cadeira/poltrona que tanto gostas. Que seja um lugar aprazível em que tu te sintas bem, confortável, pois este é um presente que merece uma ambientação própria. O que irás ler há de reavivar em ti muitas lembranças...

“O amor acontece. Numa quinta, por exemplo, num domingo de super lua, depois do silêncio da manhã; começa em cafés ás 10h da manhã; de repente, no meio de uma neblina na acidez da aurora, depois de uma noite votada à alegria póstuma, que não veio; o amor acontece no desenlace das mãos, como tentáculos saciados, e elas movimentam-se no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor acontece-se; na insônia dos braços luminosos do relógio; o amor acontece nas geladarias diante do colorido dos gelados de figo e amendoa; e no olhar do cliente errante que passou pelo café; às vezes o amor acontece nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no esvoaçar diferente de um filhote que caiu do ninho; no cantar aflito da Mãe; nas tangerineiras, nas oliveiras, nos corrimões e nas silabas do canto; quando um mocho se habitua á estaca empoeirada de pólen, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acontecer; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles de vinho à volta das pipas; na semente tantas vezes semeada, às vezes vingada por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos entre o pólen e o gineceu de duas flores; num quarto refrigerado, forrado a madeira, cheio de brilho, onde há mais encanto que desejo; e o amor acontece na poeira que as flores vertem, caindo impercetível no beijo de ir e vir; no autocarro, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se erriça e acontece; no inferno o amor não acontece; no fogo do pinhal o amor dissolve-se; em Coimbra o amor pode virar pó; no Mondego, frivolidade; no Sobral, tristeza; em Angola, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acontece; uma carta que chegou antes, e o amor acontece; na controlada fantasia do libido; às vezes acontece na mesma música que começou, com o mesmo brinde, diante dos mesmos chilreiros; e muitas vezes acontece em ouro e diamante, nos meus Pais com idade avançada dispersando entre as estrelas; acontece nas encruzilhadas de Coimbra, Angola, Algarve; no coração que se dilata e quebra, e o cardiologista Ricardo sentencia o mixoma; na equipa imprestável para com o amor da profição; e acontece nos corredores, tocando na porta certa, até se desfazer na sala fresca e iluminada; e acontece de pois que vi as cores dos uniformes que veste o mundo dos profissionais; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes o amor acontece e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua refletindo sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acontece como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acontecer com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articula, e acontece o amor; na verdade; uma bebida; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; no castanho dourado do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acontece; a qualquer hora o amor acontece; por qualquer motivo o amor acontece; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acontece.”

Helena disse...

Continuação...
E aí, meu amigo? Gostou da surpresa?
Estive aqui a procurar uma nova postagem. Não encontrando, resolvi dar uma passeada por outras fotografias tuas, admirando-as e também aos textos acompanhados. Lá pelos idos de 2012, precisamente no dia 26 de Maio, deparei-me com esta postagem que me encantou o olhar e perfumou o coração ao apreciar tão linda, rica e expressiva composição das fotos com os dizeres poéticos.
Esta postagem antiga me chegou hoje como um presente, admiradora que sou da tua obra.
Espero não ter sido um gesto de intromissão, de ousadia ou de invasão, porque na realidade eu quis simplesmente reavivar na tua memória os momentos bons que, com toda a certeza tiveste na ocasião.
Que belos sonhos estejam a povoar a tua mente, preconizando um domingo de alegrias junto aos entes queridos.
Meu carinho nos sorrisos e nas estrelas que deixo para enfeitar as horas dos teus dias,
Helena

Fê blue bird disse...

Boa semana amigo Manuel.

beijinho

AMBAR disse...

Hola Manuel Luis.
Un placer volver a disfrutar de tud letras y bellas fotos.
Un abrazo y nos leemos a mi regreso.
Ambar

© Piedade Araújo Sol disse...

boa semana e boas fotos
beijinhos
:)

Maré Viva disse...

Oi, Manuel Luís, obrigada pela visita ao Barlavento e pelos conselhos quanto a partilhar a minha exposição aqui no Blog, mas não sei...
Um abraço.

manuela barroso disse...

E caminhei até aqui para te ver de novo e deixar um abraço

Fernando Santos (Chana) disse...

Excelentes fotografias....
Um abraço

Existe Sempre Um Lugar disse...

Boa tarde, as aldeias oferecem toda a beleza da natureza e o convívio entre vizinhança, paz e qualidade de vida, viver numa aldeia é maravilhoso, falo por experiência própria, as fotos são excelentes.
Boa semana,
AG

Odete Ferreira disse...

A forma (as belas e elucidativas fotos) foram o pretexto para o riquíssimo conteúdo que viveste!
Muito poética, esta postagem!
Bjinho, Manuel :)

Marina-Emer disse...

precioso tu blog con tan bellas fotografías ...gracias por tu visita a mi blog ...un abrazo

Ana Freire disse...

Passando por aqui, para me despedir, durante umas semanitas, em que estarei mais ausente, e agradecendo a sua simpatia, e sugestão de férias, Manuel, por lá no meu canto!...
Sem dúvida, um local magnífico!... Devido a problemas de saúde da minha mãe, os meus itinerários de férias, ultimamente, ficam relativamente próximos de Lisboa... a titulo preventivo... mas um dia quem sabe?...
Um beijinho! Continuação de uma óptima semana, um excelente mês... e até breve!
Conto estar de volta aos blogues, lá para o final do mês...
Tudo de bom!
Ana

MARILENE disse...

Belos versos escolheu para a postagem. Gostei muito das fotos. Estou, por ora, distante dos blogues, mas agradeço o carinho de sua visita.

ANNA disse...

deixo el meu blog de poesies per si vols visitar.lo gracies.
http://anna-historias.blogspot.com.es

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Muito interessante e oxigenado esse passeio com belas fotos!
Abraço

LopesCa Blog disse...

Quando é que temos mais fotos?
:)
Blog LopesCa | Facebook

International Directory Blogspot disse...

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alp disse...

Una entrada estupenda...un abrazo desde Murcia.....

Smareis disse...

As fotos estão muito bonita. mais a da raposinha me encantou. adoro esse animal.
Abração e boa semana.

António J. Batalha disse...

Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
decerto que virei aqui mais vezes.
Sou António Batalha.
Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.
Peregrino E Servo.

Reflexos Espelhando Espalhando Amig disse...

Lindas postagens!
Feliz fim de semana.
Aguardo vc no Espelhando.
Bjins
CatiahoAlc

Maré Viva disse...

Afinal não sou a única preguiçosa neste mundo blogueiro..
Venho aqui para agradecer a partilha de um poema bonito do blog
"Era tudo muito bom". Deu-me uma saudade imensa do tempo em que também arrumava as palavras em verso e rompia o silêncio que me oprime e me sufoca.
Obrigada!

Maré Viva disse...

Tantas histórias e poesia à minha volta, dizes tu,porque não as vejo eu?
Mas hoje tive um impulso e em breve reapareço.
Agora o comentário no "Vermelho Alaranjado", não entendi...podes explicar?
Bjs.

Maré Viva disse...

Tres comentários seguidos, não é para qualquer...
Não te disse que ia voltar? Pois voltei hoje, no 1º de Setembro, o meu mês preferido.
Fico à espera da visita.

Jaime Portela disse...

Excelentes fotos, acompanhadas por um excelente texto.
Gostei imenso.
Manuel Luís, tem um bom fim de semana.
Abraço.

Ana Freire disse...

Desejo que o Verão, que em breve terminará, tenha proporcionado óptimas imagens, para vermos por aqui, no seu blogue, Manuel...
E por aqui, na Ericeira... aguardando os famosos pores de sol... que só deverão chegar agora neste mês...
Parece impossível... mas nestes últimos dias de intenso calor... a Ericeira amanhece... e termina os dias, mergulhada na sua frescura tão característica... dos seus inesperados nevoeiros, apenas na linha de costa...
Enquanto o país derrete em calor... quase ninguém acredita... mas por aqui... nunca se nota nada... :-D
Beijinho! Bom fim de semana!
Ana

Smareis disse...

Uma ótima semana Manuel, e um excelente mês de setembro.
Abraço e sorriso!
Blog da Smareis

A Casa Madeira disse...

Oi Manoel... Bom começo de setembro.
Abraços
janicce.

Helena disse...

Oi meu querido, passando para te deixar um sorriso pendurado nas asas de um anjo que traz no olhar um punhado de estrelas...
Tudo com meu carinho,
Helena

Maria Rodrigues disse...

Passei para deixar um abraço.
Maria

Jaime Portela disse...

Gostei de rever estas fotos e mais outras, todas excelentes.
Manuel Luís, tem um bom resto de semana.
Abraço.

Helena disse...

Quando bate a saudade, não tem jeito. Há que se fazer uma visitinha rápida apenas o tempo de deixar espalhado em cada cantinho um punhado de sorrisos e um feixe de estrelas encerrando este comentário...

Ana Simões disse...

Tudo aqui é muito belo. A simplicidade de tão acolhedora aldeia, estes lugares são mágicos e convidam à vida e tudo que a mesma tem de bom, nestes lugares o mundo parou e não há como não voltar atrás no tempo e ser feliz.
Delicioso ler Alberto Caeiro...
Depois aquele convidado , penso que já esperado, que se vem deliciar com as " sobras" da chanfana... que momento mágico... e a terminar um açude de fazer inveja a qualquer "fulano" com uma maquina fotográfica. Adorei as fotos, as palavras e o bom convívio que é notório.
Quiçá um dia visito Gondramaz.
Bom fim de semana

Maria Gloria D'Amico disse...

Manuel Luis, olá, boa noite!
Cheguei aqui, pelo blog da Janicce.
Gostei imenso das fotos, das palavras e de sentir Pessoa e, sobretudo, de sentir beleza em harmonia com poesia.
Gosto de ver fotos de aldeias e de conhecer como é a vida local.
Um abraço.