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28.1.17

Nunca vi neve

Apeteceu-me pintar a paisagem imensa, linda, com planície até ao mar. Uma paisagem serena. Nevada magica no meu imaginário, claro!
Não tenho esperanças que vai nevar. Devido à latitude e aos ventos marítimos, temos um clima deliciosamente temperado.

Queria ver neve. Neste momento, como se o céu correspondesse ao meu desejo! Do céu azul caíam num jeito de voo, muitas pétalas brancas, leves como uma pena, oscilando, dançando sem pressa, até caírem pareciam flocos de neve.
Uma amendoeira em flor é sempre uma surpresa extraordinária numa paisagem ainda fria. Tenho sempre a impressão de que se trata de neve.
Presas aos galhos estavam flores responsáveis pela queda de neve. Senti-me o vento norte que trás a neve.
Batem leve levemente 
Como quem chama por mim
Será neve? Será vento?
Neve não é certamente
Acho que a neve não bate assim...
Acho que a neve tem um charme e beleza que nas outras estações do ano não se consegue alcançar!
Sinto um arrepio. Não decorre do frio, mas sim daquilo que não sei; do que tenho medo de descobri.
Clique no link e ficará a conhecer a lenda que nos conta como apareceram as amendoeiras na região sul.
http://www.junior.te.pt/servlets/Jardim?P=Historias&ID=20(versão tipo vídeo com interactividade).
Já viu nevar alguma vez?
                      
            ✾✾✾✾   Um sorriso para ti


14.9.16

Areal dourado e tranquilo...

Imagens do dia em que o final do verão já começava a mudar a praia. Com o fim das férias e a despedida do verão, a praia ganha outra paisagem.
Caminhar ao longo da praia numa manhã quente de Setembro, com temperaturas ainda elevadas e águas também apetecíveis é um privilégio de quem, como eu, reside por estas paragens.
Esta aguarela, pintada com as cores de verão, dá lugar a um outro quadro: um areal dourado e tranquilo a espelhar os raios de Sol que inundam a praia e apelam a passeios e a mergulhos mais envergonhados.
Aguarela de outros tons, esta que se revela numa natureza viva, atlética e escultural. Desenho de uma outra geografia humana.
       Dia seguinte:
Palavras que nos levam ao céu.
Uma nuvem de fumo que escureceu, a partir do meio da tarde, as praias das regiões, como Praia da Rocha, do Vau e do Alvor.
A 80 km das frentes de chamas, sente-se um intenso cheiro a fumo.
Densas nuvens de fumo a sair da serra e a espalhar-se no Oceano Atlântico. Uma coluna de fumo de dimensões superiores ao tamanho da própria serra.
Nesta larga visão panorâmica, camadas de nuvens de fumo criam um flash colorido à medida que o sol se derrama atrás das cicatrizes na memória dos homens.
Não posso dizer que fosse um dia agradável ou belo o por do sol.
O tempo desliza nestas cores do entardecer. O sol, de certeza, encontrou o horizonte. 
Peço desculpa por este “atraso”, embora, de certo modo, eu nunca tenha estabelecido um prazo fixo para publicar.
Saúdo e expresso o meu grande afecto com um abraço de paz.