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23.11.18

Isto é a nossa adega.

Depois das uvas apanhadas e pisadas, do período de fermentação  tumultuosa do mosto agitado e dançarino e do vinho retirado para os pipos, fica o bagaço que vai servir para fazer a aguardente bagaceira. 
Cobre-se o fundo do alambique com carqueja, enche-se com o bagaço e água em proporções. 
Resgatar a nossa memória e dividir este prazer é o que buscamos a cada dia.
O passado também foi dinâmico, por isso é importante mantermos hoje, a chama que amanhã fará a história.
Isto é a nossa adega!
A aguardente corre pelo bico de papagaio para um recipiente de vidro onde está o pesador a indicar graduação alcoólica.
Vai-se provando a aguardente, separando, a mais fraca, mas provando, provando, até atingir o ponto desejado.
Esta é uma aguardente de fabrico caseiro, a verdadeira bagaceira!
As previsões meteorológicas parecem propícias para mais aventuras amanhã!
Que belo momento este, em que recordamos o lugar e as pessoas que amamos e que são importantes para nós!
É sempre bom saber, que os que estão longe sentem o nosso convívio mais perto! 
Antes do almoço, assaram-se batatas, cebolas e bacalhau. Misturou-se tudo com bastante alho e o nosso magnífico azeite. Contamos histórias da vida, encostados às brasas... 
Fez-se noite! 
Comemos uma sopa de feijão e fatias de broa, por vezes, um pedaço de bacalhau. Saboreamos um branco moderado com um aroma nobre. Fizemos um brinde aos nossos!
Quanto à ementa, só mesmo quem a prova e vive, nestas alturas, sabe dar o valor ao azeite... Eu não sei o que é acidez, porque aqui, não se nota! É cá do nosso olival.

22 comentários:

Carmo Santos disse...

Olá Manel!
Que bonitas e vivas memórias das tradições familiares! E quando acompanhadas por pessoas que compreendem esta vossa vivência, ainda mais especiais se tornam!
Parabéns por mais esta batida fotográfica! E pela tua generosidade e originalidade! Bj

chica disse...

Adorei esse post e as fotos que trazem tantas recordações. Lindo! abraços, tudo de bom,chica

Elvira Carvalho disse...

Bonitas fotografias que me recordaram outros tempos, outros lagares, outras bagaceiras. E em todo esse processo, o homem que me deu o ser e que partiu em 2009.
Abraço e bom fim-de-semana

Elda disse...

Que bonito hacer este trabajo artesano heredero de los antepasados y seguir la tradición que nunca debiera de terminar con el paso de los años.
Un bonito encuentro para celebrar la cosecha y disfrutar los recuerdos familiares.
Bonitas imágenes.
Un abrazo.

Majo Dutra disse...

Estimado Manuel
Gostei muito da sua postagem que achei muito interessante.
Ainda não sei bem onde vive, penso que se trata do distrito de Coimbra...
Um modo de vida muito diferente do que se vivia no coração de Angola.
Comer sopa reforçada ao calor da lareira, aquece corações, mesmo os mais empedernidos...
Dias felizes e confortáveis.
Abraço amigo.
~~~~

Graça Pires disse...

Fotografias fantásticas a lembrar as nossas tradições. Apeteceu-me participar na vindima e no vosso almoço…
Uma boa semana.
Um beijo.

manuela barroso disse...

Olá Manuel
Essas imagens não me são desconhecidas já que na casa de minha avó havia alambique . Depois , a ceia prometia os melhores momentos
Saudades das terras e gentes e sobretudo dessa mesa que só existe no Portugal autêntico
Gostei !
Beijo !

Teresa Almeida disse...

Que gostosa e aprimorada reportagem! Apesar de eu ser da aldeia, gostei de ver tudo fotografado e comentado. E como a amiga Graça Pires, apreciaria participar do excelente almoço.

Beijos, Manuel.

La Gata Coqueta disse...

Un placer contempla el modo tan artesanal de dar vida a un licor que para las comidas y otros eventos le damos mucho aprecio...

Un cordial saludo y un feliz comienzo de mes!

Mari

Kasioles disse...

Hoy has adornado tu blog con una bella fotografía de otoño, me encanta el colorido que tiene.
En cuanto a esa bodega, me haces recordar el alambique y lo entrañable que tiene que ser al estar todos reunidos destilando y viendo caer gota a gota ese rico aguardiente.
En Galicia es muy típica la queimada, se hace con aguardiente muy caliente, se le echa azúcar y se le prende fuego, cuando la llama se apaga es cuando se puede beber, hay quien echa un chorro de ese aguardiente en un café negro o bien se lo toma así, calienta el estómago y es ideal para los días de frío.
Lo más entrañable son esas sopas comidas alrededor de la gente que más queremos, disfruta todo lo que puedas de esos ratos familiares que son los que verdaderamente tienen valor.
Cariños.
Kasioles

Anas Khan disse...

Nice post.
Regards.
Neverpayful.com
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Mariazita disse...

Quando eu era pequenina o meu pai tinha algumas vinhas e fabricava bastante vinho. E, claro, aguardente.
A aguardente que agora se compra nos supermercados (eu uso para fazer ginginha e dizem que é muito boa) além de ser bastante cara não se compara com essa, de fabrico caseiro.
Ainda bem que há pessoas que perpetuam as tradições, que são a riqueza do património cultural dos povos.
Excelente reportagem.

RE: A minha filha está recuperando bem, obrigada. Foi um grande susto. A própria médica que a assistiu chegou a pensar que a perdia... Conseguiu salvá-la. Agora a vida terá que ser diferente...

Feliz Terça-feira e uma boa semana.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS


jorge esteves disse...

Provado que está o vinho, à roda de de uns nacos de sêmea e de umas generosas lascas de presunto, não tardam aí os regalos da Consoada que é coisa de fartar. E se parece que chega há negaça pela certa (digo eu, agora lembrando-me das berças lá no Minho), que pouco tarda a tiborna ou os torriscos conforme onde seja o lugar da prova do azeite novo...
Bom apetite!
jorge

www.tintapermanente.pt

Artes e escritas disse...

Um dos ingredientes admiráveis é o óleo puro, Há tempos que observo as propriedades desse indispensável ingrediente ao tempero dos alimentos; simplesmente fabuloso. Um abraço, Yayá.

Beatriz Bragança disse...

Amigo
Gostei muito do seu texto e das fotografias!
Não sabia que se colocava carqueja no fundo do alambique, para fazer a aguardente caseira! Vivendo e aprendendo!
Essa ementa fez crescer água na boca: deve ser maravilhoso ter assim uma refeição, junto dos nossos entes queridos!
Continuação de dias felizes e votos de um Bom Natal.
Um abraço
Beatriz

Beatriz Bragança disse...

Amigo
Gostei muito do seu texto e das fotografias!
Não sabia que se colocava carqueja no fundo do alambique, para fazer a aguardente caseira! Vivendo e aprendendo!
Essa ementa fez crescer água na boca: deve ser maravilhoso ter assim uma refeição, junto dos nossos entes queridos!
Continuação de dias felizes e votos de um Bom Natal.
Um abraço
Beatriz

Majo Dutra disse...

Voltei para lhe desejar uma Quadra Natalícia muito terna,
aconchegante e feliz.
Abraço grande, Amigo.
~~~~

martinealison disse...

Bonjour,

Je suis charmée par ce très joli billet... Une dégustation visuelle !! Quel bon moment vous avez dû passer avec ce déjeuner !

Gros bisous

Ana Freire disse...

Nada sabe tão bem, como o que é feito e conseguido com o nosso esforço!...
Uma publicação, que me fez recordar as férias de Verão, passadas nas Beiras, na minha juventude... onde tanto contacto havia, com estas produções caseiras... que sempre tinham um sabor bem especial... Também nunca dei pela acidez do azeite, que era produzido, na época, nas terras da minha avó...
Belíssimo post, muitíssimo bem documentado... e que me fez viajar no tempo...
Beijinho! Continuação de uma boa semana, e um óptimo mês de Dezembro... e antecipando desde já, os meus votos de Festas Felizes, para todos aí!...
Ana

Maria Rodrigues disse...

Manuel, para si e para a sua familia desejo um Ano Novo pleno de sonhos realizados, alegrias constantes, excelente saúde, e incontáveis momentos felizes 🍹🍾
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

Fá menor disse...

Muito bonito poder saborear estas tradições. Feliz de quem as saboreia!

Beijinhos.

عبده العمراوى disse...


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