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16.3.17

"Eu estou aqui". Selfie auto retrato.

Para onde eu olho, está alguém com a câmara apontada para si próprio. Vira a câmara e aposta no enquadramento.
 Lá por 2010, veio à câmara frontal e cada vez mais redes sociais. Ficou mais fácil tirar a foto e mais fácil ainda distribuir. E aí veio o bom; praticamente o mundo todo estava a tirar selfies.

Então, o que afinal é um selfie? Segundo a Oxford, selfie é uma foto que alguém tira de si mesmo, geralmente com um telemóvel ou webcam, e publica numa rede social. Assim, se você tira e não compartilha, não é selfie. Se você não tira você mesmo também não é selfie.

Selfie é feito para ser compartilhado. “É uma coisa que você quer mostrar para os outros e não guardar para si”.


Fica-se com a percepção de que os momentos não se vivem se não forem fotografados e partilhados nas redes sociais.
Valorizo a arte de construir uma imagem de si. Este momento da humanidade está marcado por fotos de rostos.
Como demonstram estas selfies, fazer uma selfie nada tem a ver com idades, nem lugares… Significa sim fazer auto fotos, em boa companhia, nos mais diferentes lugares.
Como é que se tiravam fotos antes de haver telemóveis?
Se conseguirem ir mais atrás ao tempo, poderão chegar à pintura e aos autor retratos dos artistas – que não era outra coisa senão uma selfie, mas em aguarela.

18.5.14

Ver Coimbra como Património Mundial da UNESCO é um orgulho.

Coimbra é uma das cidades mais antigas do país, tendo sido capital do Reino, e apresenta como principal ex-libris a sua Universidade, a mais antiga de Portugal e dos países de língua portuguesa, é uma das mais antigas da Europa.
Universidade de Coimbra, Alta e Sofia como Património Mundial da Humanidade.
Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis Reis de Portugal, da Primeira Dinastia, assim como da primeira Universidade do País e uma das mais antigas da Europa.
Banhada pelo Rio Mondego, privilegiada posição geográfica no centro da espinha dorsal do país.

Cidade historicamente universitária
Com presença em três séculos e um peso social e cultural imenso, o Orfeão Académico de Coimbra representou o país um pouco por todo o mundo, em todos os continentes, levando a música coral portuguesa e o Fado de Coimbra a todo o mundo.
O fado não é apenas a canção de Portugal - é um tesouro do mundo. Um tesouro que fala de Portugal, da sua cultura, da sua língua, dos seus poetas, mas que também tem muito de universal nos sentimentos que evoca: a dor, o ciúme, a solidão, o amor.
Os fotógrafos do planeta terra.
Um dia em cheio com o grupo fantástico, uma batida fotográfica e muitos troféus que a cidade de Coimbra ofereceu. Fotógrafos amadores foram à 'caça', saíram para a rua, fotografaram gente anónima, muita cor, em busca da história perfeita no meio da azáfama de um feriado na cidade de Coimbra, que partilham em blogues, páginas de Facebook e por aí.
(Resultados fotográficos sem tripé.)
Aqui somos felizes neste arco íris em movimento.

26.5.12

O AMOR ACONTECE

O amor acontece. Numa quinta, por exemplo, num domingo de super lua, depois do silêncio
da manhã; começa em cafés ás 10h da manhã; de repente, no meio de uma neblina na acidez da aurora, depois de uma noite votada à alegria póstuma, que não veio; o amor acontece no

desenlace das mãos, como tentáculos saciados, e elas movimentam-se no escuro como dois 
polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor acontece-se; na insônia dos braços luminosos do relógio; o amor acontece nas geladarias diante do colorido dos gelados de

figo e amendoa; e no olhar do cliente errante que passou pelo café; às vezes o amor acontece nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no esvoaçar diferente de um filhote que caiu do ninho; no
 cantar aflito da Mãe; nas tangerineiras, nas oliveiras, nos corrimões e nas silabas do canto; 
quando um mocho se habitua á estaca empoeirada de pólen, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acontecer; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três
 goles de vinho à volta das pipas; na semente tantas vezes semeada, às vezes vingada por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos entre o pólen e o gineceu de duas flores; num quarto refrigerado, forrado a madeira, cheio de brilho, onde há mais encanto que desejo; e o amor
 acontece na poeira que as flores vertem, caindo impercetível no beijo de ir e vir; no autocarro, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se erriça e acontece; no inferno o amor não acontece; no fogo do pinhal o amor  dissolve-se; em Coimbra o amor pode
 virar pó; no Mondego, frivolidade; no Sobral, tristeza; em Angola, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acontece; uma carta que chegou antes, e o amor acontece; na controlada fantasia do libido; às vezes acontece na mesma música que começou, com o mesmo brinde, diante dos
 mesmos chilreiros; e muitas vezes acontece em ouro e diamante, nos meus Pais com idade 
avançada dispersando entre as estrelas; acontece nas encruzilhadas de Coimbra, Angola, 
Algarve; no coração que se dilata e quebra, e o cardiologista Ricardo sentencia o mixoma; na

equipa  imprestável para com o amor da profição; e acontece nos corredores, tocando na porta certa, até se desfazer na sala fresca e iluminada; e acontece de pois que vi as cores dos uniformes que veste o mundo dos profissionais; na janela que se abre, na janela que se fecha; às 

vezes o amor acontece e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua refletindo sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acontece como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acontecer com doçura e esperança; uma 

palavra, muda ou articula, e acontece o amor; na verdade; uma bebida; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; no castanho dourado do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acontece; a qualquer hora o amor acontece;

por qualquer motivo o amor acontece; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acontece.
Texto escrito por mim. É atravessado pelo gosto de escrever om efeitos baseado em fatos 
verídicos, unicamente com a minha sabedoria. Em todo eu sou o meu objeto de representação ao mesmo tempo produto e produtor, num circulo com a natureza.
Publicado em primeira mão no blogue da Eli: 
http://escreverumlivro.blogspot.pt/2012/05/o-amor-acontece-4.html