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17.1.12

SANTUÁRIO SELVAGEM A MINHA PORTA. DANÇA COM FLORES Maravilhas da Natureza

Mais flores: Amendoeiras em flor

Observando as flores sem tirar, sem roubar.
 Cheirando-as sem as derrubar. Eli.


O campo esta mais bonito, com as primeiras flores que dão beleza á arvore. Quero que aconteça o mesmo a nós! Ficarmos na mesma sintonia. Contar sempre contigo faria melhor á minha alma. O que fazemos e contemplamos, nisso nos tornamos. Vamos cultivar mais os nossos sentidos mais básicos. Manter um sorriso interior de alegria e gratidão, que sobe aos lábios, é muito saudável.
Flores abertas! Suportam a escuridão e gostam da chuva, quanta vida.
Se não houver frutos, vale a beleza das flores; Se não houver flores, vale a sombra das folhas; Se não houver folhas, vale a intenção da semente.
Oh flor da noite, onde todo o orvalho se perde!

As relas-meridionais são pequenos e atraentes anfíbios sem cauda, que em Portugal ocorrem sobretudo na metade sul do território continental e também na Ilha da Madeira, onde foi introduzida pelo Homem.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO
Esta espécie faz parte do anexo II da Convenção de Berna e do anexo B-IV da Directiva Aves/Habitats (DL 140/99 de 24 de Abril). Em Portugal é considerada não ameaçada (NT). No país Basco é considerado o anfíbio mais ameaçado, estando classificado como em perigo (EN).
 Proporcionam umas boas capturas.
Mudando de pouso, em busca de comida e já iniciando lutas territoriais. No meio de toda esta actividade ainda conseguem arranjar um tempinho para posar para o fotógrafo.
Dias frios mas solarengos no pequeno santuário selvagem a minha porta.
Afinal este planeta pertence-lhes 

11.1.12

PEQUENO SANTUÁRIO SELVAGEM A MINHA PORTA

Sítio desabitado foi outrora um local agrícola, onde a produção servia de sustento das famílias, que também criavam gado ovino. Ainda existem marcas e fui ao encontro desses marcos.
A  AGONIA DO SANTUÁRIO.
Ninguém cuida daquilo que é de todos.

Os mais belos e frageis são os que mais facilmente se deixavam apanhar por estas armadilhas. 

Para isso lá esta a formiga de asas que aparece sempre, precisamente, com o advento das
primeiras chuvas. Eu acho mesmo que os simpáticos e utilíssimos bichinhos são uma oferta de 
Deus aos armadores de ratoeiras, enviada expressamente para apanhar pássaros. E nem é preciso cavar nos formigueiros. Mal começa a chover,  elas, vindos não sei de onde, aparecem por tudo quanto é sítio, no meio da povoação, no muros velhos e mesmo nas paredes das nossas casas.
    Ratoeira, costelo, costis, costelas, esparrelas... Arma-se a ratoeira num montículo de terra, com uma inclinação tal que seja bem visível do alto dos  ramos, com a formiga de asa, vivinha, a mexer as asas transparentes, na ponta do araminho que prende a mola; e é vê-los, em voo picado, precipitarem-se, diretamente do pouso, em direção à ratoeira.
FOTO COM TODAS AS DORES
Deixei-me dominar pelo brio de bloguista de capturar a imagem que melhor demonstrasse a 

tragédia que varre o que pertence a todos. Consegui, mas não ajudei a salvar uma vida.



O MAIOR BEM QUE SE POSSUI É A PRÓPRIA VIDA.            
Quem te quis fazer desaparecer desta maneira?
      
   A Convenção de Berna, ratificada para Portugal e regulamentada pelo D. L. 316/89, proibe a utilização destas armadilhas.

NENHUM CANTO É SAGRADO.

Um pássaro que cantou pela ultima vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a Terra. E, morrendo, sublima a própria agonia e solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorrio no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento.

Se prosseguírmos este caminho com estas incursões predatórias gratuitas, acabaremos por ficar irremediavelmente sós, sem grande benefício e em massa dos outros seres que connosco partilham este nosso único Lar no Universo, este belo planeta azul, que se chama Terra.

DEUS GANHOU UM LINDO ANJO.           (FIM)

29.12.11

PASSAGEM DE ANO

Nesta ocasião especial, em que importa realçar a comprovada capacidade de aceitar e vencer desafios, por mais exigentes que sejam, aproveito desde já para formular, aos  seguidores e a todos que me visitam, os mais sinceros votos de um ANO NOVO pleno de realizações.
Que este cenário "piro musical" seja foco de união.
Para todos o meu Bem Hajam

20.12.11

Saudações do Pai Natal

Saudações do Pai Natal

Um aperto de mão, do Pai Natal não necessita de embalagem. É a verdadeira alegria que sinto e não consigo descrever, só nasce no verdadeiro encontro com alguém.
Que sejamos um presente um para o outro, sem fitas sejamos aqueles presentes iluminados, que gostaríamos de receber com carinho.
O melhor que podemos dar vem de nós.
São costumes diferentes de povos diferentes que seguem religiões diferentes em países e continentes diferentes. No entanto, todos, seja onde for, estão unidos no amor que sentem pelas suas famílias, fazendo da Humanidade uma comunidade de irmãos que vivem à volta dum lago comum, o mar.

Para os que estão excluídos este Natal, seja qual for a razão, vai sorrir para eles, nem que seja só uma vez por ano. Alguns chamam isso hipocrisia… Mas uma vez é melhor do que nunca.

Para todos os meus seguidores e leitores, um Natal muito feliz na companhia de quem vos providencie bem-estar. Regressemos a nossa fé infantil. Talvez o melhor enfeite de Natal seja um grande sorriso, uma saudação.
 
Este Pai Natal, disse-me que tem uma prenda muito especial para si... Um abraço, um beijo meu!

Feliz Natal.

13.12.11

FADO OBRIGADO ! Património imaterial.

             FADO OBRIGADO !

             Património imaterial 
       O fado, a canção nacional que veio do povo, foi premiado pela UNESCO que o considerou património imaterial. Estão todos de parabéns; quem preparou a candidatura e todos os demais intervenientes, que contribuíram para que o fado fosse premiado e reconhecido como elemento cultural, Os portugueses em geral gostam de fado.
A voz do cantor e o trinar das guitarras são o fado. Ou constituem o fado. Cantam-se os problemas da vida, as coisas boas e as coisas piores. Canta-se o amor, os seus aspectos positivos e os seus aspectos negativos. Uma mulher que chora uma mulher que ri uma criança em dificuldades, um velho que morreu a natureza que floresce um toiro que investiu num cavalo a noite, canta-se quase tudo. É um trabalho exigente, conjugar a voz do artista com o som das guitarras e aquilo que se canta. É uma forma de expressão musical para apreciadores que gostem do silêncio. Não é em princípio atraída para grandes espaços. Tem o seu local próprio. O artista apresenta-se em palco bem vestido, um lenço ao pescoço, às vezes, as guitarras iniciam os primeiros acordes, o fadista/actor espera o tempo de entrada da sua voz, olha o público, acompanha a música com os ombros, ou não e depois inicia o seu trabalho de cantor. No final, o aplauso. O fado como expressão musical passou as fronteiras e foi cantado em espaços onde consagrados artistas actuaram. Sempre bem sucedido nos seus desempenhos. O fado exige postura de quem o está a ouvir. Que sabem disso. E correspondem ao pedido do fado. E surge um bloco granítico que defende a melodia. E o fado segue o seu caminho. Ou o seu destino. Porque o fado é sorte ou azar, o fado é dor e sofrimento e canta esse sentimento tão português que é a saudade.
 Aprender a cantar o fado é obter uma licenciatura na Universidade, disse um artista em tempos. Não me parece descabida a comparação. Tem que se lhe dar dedicação exclusiva, ou quase. Temos de gostar dele, quer para cantá-lo quer para ouvi-lo. Toca na alma dos que gostam. Fá-los pensar. É uma forma de expressão musical cantada na língua portuguesa e que curiosamente os estrangeiros apreciam. E aplaudem. Percebem-lhe o sentido, talvez, ou o sentir ou o sentimento ou a mensagem ou talvez o admirem por nunca terem visto nada igual, o cantor, as guitarras e o palco. E silêncio na noite, os xailes negros, Hermínia Silva e o seu ”anda Pacheco”, Ti Alfredo Marceneiro com a sua “Casa da Mariquinhas”,Vicente da Câmara com “A menina das Tranças Pretas”e entre outros grandes intérpretes a grande fadista Amália Rodrigues que encheu “O Olímpia”em Paris, com o seu fado “É uma casa Portuguesa, com certeza” entre outros. No passado, as vozes da Severa, Maria Alice, Berta Cardoso e… no presente Camané, Carlos do Carmo e os Câmaras, descendentes da aristocracia de tendência monárquica. São os músicos como Fontes Rocha, Joel Pina e… o maior de todos, na opinião de muitos e seguramente dos mais antigos, o celebérrimo Armandinho. Muitas pessoas que deram tudo ao fado não estão aqui mencionadas, mas os amantes do fado sabem quem é. E todos eles, desde os estudiosos, letristas, cantores, músicos e por aí fora, têm direito a um pequeno reconhecimento do grande contributo dado para o engrandecimento do fado, que agora foi reconhecido, pela UNESCO.
Acho que se deve esse agradecimento ao fado, por ter levado tão longe o nome de Portugal.
Fado, obrigado.

1.12.11

V Festival de Órgão

Agora uma proposta diferente: ouvir concertos de órgão nas noites de Outono.
 V Festival de Órgão – Faro 2011 foi organizado pela Associação Cultural Música XXI, em parceria com o Município de Faro e a Direção Regional da Cultura do Algarve. Dada a qualidade das edições anteriores, foi reconhecido este ano o Interesse Cultural da iniciativa pelo Secretário de Estado da Cultura.
 Transmissão em directo.
O Festival de Órgão de Faro veio, uma vez mais, colocar em destaque o valioso e singular património organístico da cidade.
 Espero que a próxima programação venha de novo dar o merecido brilho aos órgãos da cidade de Faro e traga momentos de beleza a todos aqueles que  acompanharam e ouviram.

25.11.11

Sementes que jogam, jogos Tradicionais

Ourí, um jogo Mancala- Cabo Verde
Os jogos são praticados sobre superfícies preparadas no chão ou em tabuleiros de madeira, cerâmica,bronze ou mesmo em ouro de acordo, com a sua finalidade e o país.
Geralmente as peças usadas são sementes verdes acinzentadas dos arbustos caesalpina bonduc e caesalpina major (conhecidos em Cabo verde por Ourinzeira ou Silvão de Oril) ou outros materiais, como por exemplo, conchas, bola de marfim feijões, avelãs e grãos de café, normalmente em perfeita harmonia com a natureza, o valor do tabuleiro e as condições locais.
     Tabuleiro tradicional de Ouri
Greve geral: Portugal pára contra austeridade, estes meus amigos aproveitam para jogar nesta tarde de Outono ensolarada.
Aqui não a sorte  envolvida,  mas exclusivamente raciocínio lógico.
No Ourí, em todas as suas versões são movidas diversas peças de cada vez, modificando constantemente a configuração do tabuleiro.
Peça fundamental para o crescimento humano, o jogo tradicional.
O Ourí visa despertar o interesse e mobilizar a actividade do aluno na Matemática. Este jogo, alia raciocínio, estratégia e reflexão, com desafio e competição de uma forma lúdica.  A  sua prática contribui para o desenvolvimento da capacidade de formalização de estratégias, memorização e para o desenvolvimento pessoal e social.
     Movimentos
Um galo muito especial: Tem sério problema no relógio biológico, porque canta a qualquer hora do dia ou da noite, só cala o bico quando se joga no momento certo e torna-se, por isso mesmo, precioso auxiliar do proprietário.
Se o canto do galo é uma paixão, o jogo da-lhes igual prazer.
Este galo assiste sempre atento à jogada que o Sr. António faz, quando se senta  na cadeira do quintal, a ponto de este dizer com frequência «Não sei o que dá no galo que quando estou a jogar nunca canta». Põe-se depois no poleiro, horas a fio, com o olho esquerdo muito aberto virado para o jogo, tentando a custo decifrar as jogadas.

11.11.11

11.11.11 Hoje o meu pai completa 85 aninhos. De si tudo me faz falta. Menos a saudade. Essa não me faz falta nenhuma.

A natureza faz coisas assim! O homem também as faz quando é perfeito.

Estou muito feliz! Hoje o meu pai completa 85 aninhos. A foto não é das melhores… mas é a que tenho mais recente tirado (Cânon) com o meu “Velhote”. Quero partilhar convosco esta minha alegria! Por isso aventurei-me a publica-la mesmo assim.
Pai sei que gosta de poesia. Esta é para si, com muitos beijinhos.


Ter um Pai! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos;
É ter dois olhos no mundo
Que vêem pelos nossos olhos!

Ter um Pai! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra!

Ter um Pai! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão;

Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado!

Ter um Pai! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher!

Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal!

Ter um Pai! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto!

Ter um Pai! Os orfãozinhos
Não conhecem este amor!
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor!
FLORBELA ESPANCA

De si tudo me faz falta. Os abraços e as conversas cúmplices. Os olhares e o riso. A horta biológica. Os almoços serenos, mas demorados e o brinde com tinto morangueiro. O ficarmos na sala a comentar cada notícia que passa, o seu adormecer debruçado na toalha de algodão, o acordar preguiçoso com o canto do galo, o pão fresco logo pela manhã e o sabor do café. De si tudo me faz falta. Menos a saudade. Essa não me faz falta nenhuma.


1.11.11

SINAIS DE UMA RIBEIRA QUE FICOU PARA TRAZ

Chuva são gotas de água que caem no solo e deixam apenas marcas. Marcada fica a terra seca quando choram as nuvens. A água procura sempre o mesmo curso. O homem estraga a chuva constrói.
A alguns anos a traz, existia aqui uma ribeira, agora passa uma via rodoviária, foi errado construí-la, os condutores desafiam a força da natureza pondo em perigo a sua vida e a dos outros, pode tornar-se uma estrada sem fim, consequências da ignorância.
O sol tirou umas férias. A rua parece pedir socorro, afoga-se em tanta água.
As crianças não correm na rua, os cachorros não cheiram os postes e os passarinhos não entram pela janela para procurar comida.
A chuva existe para matar a sede do solo, alimentar a vida e renovar o sangue da natureza. Patéticos... Comparam a chuva com tristezas e trovões com as suas ansiedades, o Sol é tão lindo quanto às nuvens que o cobre, a lua é tão linda quanto os trovões que atiçam o medo nas pessoas, chuva é o bom tempo, é só um dia cinzento.
Profundo e subtil pensar, sentir a chuva... Penso também como os ares ficam leves depois da chuva. São bênçãos disfarçadas.
Quando chove, ficam as marcas no chão, as marcas da chapinhada dos pés de uma criancinha. Lá fora a chuva cai e com ela o ar da saudade que sinto quando chove.
Hoje acordei cedo, contemplei mais uma vez a natureza. A chuva fina chegava de mansinho.
O encanto e o aroma matinal traziam um ar de reflexão. Enquanto isso, o meio ambiente pedia socorro. Era o homem construindo e destruindo a sua casa. Poluição, fome e desperdício deixam o mundo frágil e degradado.
Dias mais quentes aquecem o “planeta água”. Tenha um instante com a paz e a harmonia.
Reflicta e preserve para uma consciência colectiva.
Ainda há tempo, cuide bem da natureza.
Você diz que ama a chuva, mas abre o seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama.
William Shakespeare
Até que... Numa hora...! A chuva cessou o sol novamente brilhou e as águas escoaram.

13.10.11

CORES DO OUTONO

Os dias tornam-se mais curtos e as noites mais frescas. Este Ano, as temperaturas estão muito acima do normal. Pigmentos ocultos de amarelos, vermelhos e outros matizes. Espectáculo de cor, a estação do descanso, as árvores exibem ramos nus que deveriam estar salpicados de alguma chuva.
Esta é uma das maravilhas naturais do mundo, com um pôr-do-sol imperdoável sobre o barrocal Algarvio.
Existem vários locais a partir dos quais podemos optar por desfrutar das sombras de vermelho que iluminam o céu ao pôr-do-sol. E não há nada como passear num bicicleta ao longo do barrocal à medida que o sol se põe.
O sol afunda-se lentamente por trás das árvores.
O pôr-do-sol está lá para ser apreciado.
Nem precisa de ir de férias para desfrutar de um pôr-do-sol. Ao final da tarde, seja na praia, no cimo de uma montanha, na estrada ou da varanda de sua casa conseguirá apreciar o sol a pôr-se, as cores em tons alaranjados a desenharem-se no céu... Mas se planeia tirar uns dias de descanso neste Outono, há alguns pores-do-sol que sobem à categoria de melhores do mundo. É mesmo imperdoável.
Estas musas do mundo animal sempre inspiraram no homem os melhores contos de fadas de que há memória. A leveza com que pairam na nossa frente e a delicadeza com que poisam em flores e pequenos galhos, traduz a materialização de um sonho antigo e, em certo sentido, a encarnação da pureza e inocência naturais.
Às libelinhas… Vejo-as como pequenos seres de luz, embora compreenda que o seu papel neste nosso planeta azul está muito longe desta visão romântica.
(1)Todos os anos milhares de milhões de borboleta, libelinhas, mariposas e outros insectos migram através dos continentes. Conseguem voar a 5 metros por segundo.
Uma libélula possui reservas de gordura em torno de 300 miligramas, que lhe permite voar cerca de 8.3 horas, o que daria cerca de 150 km. As libélulas optam contudo por não gastarem demasiado, voam durante períodos curtos e mantêm sempre alguma gordura no corpo. Mesmo assim, um avanço desta ordem significa que estes animais fazem cerca de 700 km durante os dois meses que dura a estação migratória nestas libélulas.
(1) Artigo de Martin Wikelski e colegas na revista Biology Letters.
(1) Os insectos ganharam os ares muito provavelmente há mais de 400 milhões de anos, muito antes das aves. Confrontados com um problema semelhante, as aves e os insectos migradores evoluiram de forma independente para uma solução muito parecida. Há, no entanto, uma diferença entre aves e libélulas migradoras. Os insectos que regressam na Primavera seguinte não são os que partiram no Outono, mas sim uma nova geração.
STEVE JOBS. Apagou-se a magia. Sem ele, a corrente já não vai ser a mesma. Muito do seu tempo que passou longe da família foi passado a melhorar as nossas vidas, de pormenor em pormenor, com um perfeccionismo escusado. Obrigado.